Se você convive com gatos ou trabalha no setor pet, já deve ter esbarrado no matatabi — também chamado de silvervine. Ele vem ganhando espaço, e por um bom motivo: faz com muitos gatos o que a catnip faz, e às vezes com mais intensidade. Mas, principalmente, pega justamente os gatos que torcem o nariz pra catnip. Vale entender de onde ele vem e por que isso importa pra quem compra.
O matatabi é uma planta (nome científico Actinidia polygama) nativa do leste da Ásia — Japão, China, Coreia, aquela região. Curiosidade: ela é da mesma família do kiwi. O que mexe com o gato é principalmente o nepetalactol — o iridoide que a ciência apontou como o ativo mais forte do matatabi (Uenoyama et al., Science Advances, 2021) —, além da actinidina e de outros compostos da mesma família. Tudo isso age como estímulo e dispara aquele comportamento que a gente já conhece: o gato cheira, esfrega, rola, fica eufórico e feliz por alguns minutos. Costuma vir em galho ou em pó, e o galho tem aquele bônus que a catnip não tem — o gato morde, e a mordida ajuda a raspar a placa dos dentes.
A vantagem comercial do matatabi mora numa estatística simples. Lembra que nem todo gato reage à catnip? Cerca de 20% a 30% simplesmente ignoram a erva-dos-gatos — é genético, não tem jeito. Pois é exatamente nesse grupo que o matatabi costuma funcionar. Ou seja: ter matatabi no portfólio é recuperar a fatia de mercado que a catnip sozinha deixa de fora. Não é produto repetido; é cobertura complementar.
Agora o ponto que define todo o resto: matatabi não nasce no Brasil. E não é só uma questão de clima ou de “não ser nativo” — o plantio aqui é restrito pelo MAPA por risco fitossanitário — a espécie carrega viroses e o cancro bacteriano do kiwi (PSA), praga que já destruiu pomares inteiros lá fora, e o Brasil cultiva kiwi comercialmente na Serra Gaúcha. Na prática, isso vira dupla trava: pela Instrução Normativa MAPA 25/2017, material vegetal vivo (muda, semente) só entra no Brasil pra espécie/origem com requisito fitossanitário já estabelecido — e não há esse requisito pra Actinidia polygama. Sem RFI, não existe via legal de importação da planta viva. É por isso que todo matatabi vendido no país é, obrigatoriamente, importado já processado (seco). Não existe a opção “produção local”. A única pergunta que sobra é: importado por quem, e com que procedência?
E é aí que o fornecedor faz toda a diferença. Matatabi viaja meses do outro lado do mundo, e nem toda importação chega boa. Galho que perdeu o aroma na viagem, lote sem rastreio, ruptura de estoque bem na hora em que você precisa repor — esses são os problemas reais de quem compra de qualquer um. A Pura trata o matatabi com a seriedade que ele exige: importação com procedência garantida e estoque local pra pronta entrega, pra você não ficar refém da alfândega. E como a Pura também é a maior fabricante nacional de catnip (com laudo e tudo), o atacadista resolve as duas pontas — catnip e matatabi — num fornecedor só.
No fim, o matatabi não é “a alternativa exótica da catnip”. É um segundo produto de alta demanda que cobre o gato que a catnip não cobre — e que, por lei, só chega até você importado. Resta escolher uma fonte confiável.
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