Mercado felino no atacado: por que ignorar a categoria gato custa espaço de carteira

Tem distribuidor que ainda monta a carteira pensando primeiro em cachorro e deixa gato como linha secundária, aquele espaço que sobra depois de fechar ração, petisco e acessório canino. Essa lógica está invertida há alguns anos, e quem não atualizou a planilha está perdendo espaço para quem atualizou. O mercado felino atacado deixou de ser nicho: é onde está o crescimento.
Não é opinião de quem planta catnip (e é verdade, a Pura planta). São os números de população e consumo que o setor pet vem publicando nos últimos anos.
O que os dados da ABINPET e do IBGE mostram sobre o mercado felino
A população de gatos no Brasil cresce em ritmo mais acelerado que a de cães há várias edições seguidas da pesquisa pet da ABINPET (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), construída com base em dados de domicílios do IBGE. O gato deixou de ser o “segundo animal da casa” e virou decisão de compra própria, com tutor disposto a gastar em enriquecimento ambiental, brinquedo, arranhador e produtos específicos para a espécie.
Isso muda o comportamento de compra dentro do pet shop. O tutor de gato entra atrás de solução para comportamento (arranhar, entediar, estressar com mudança de rotina) e sai com mais de um item. É categoria que puxa venda cruzada, não só item avulso.
O distribuidor que trata gato como apêndice da linha canina vende menos do que a própria demanda da carteira dele permite.
Por que o atacado tradicional ainda subestima a categoria gato
Parte do problema é histórico. Durante muito tempo o giro de cachorro era maior em volume, e o distribuidor organizou centro de distribuição, equipe de vendas e argumento comercial em cima disso. Gato ficou com prateleira menor, mix mais enxuto, reposição mais lenta. Virou profecia autorrealizável: menos exposição gera menos giro, menos giro reforça a decisão de manter o mix enxuto.
O pet shop que você atende está vendo o comportamento do cliente final mudar. Se a sua linha felina não acompanha, ele procura outro fornecedor com mix completo, catnip, matatabi, arranhador, brinquedo recheado, numa venda só. Você não perde só a venda do item isolado. Perde a conveniência de ser o fornecedor único daquele pet shop.
Catnip e matatabi como porta de entrada da categoria felina
Dentro da linha de gato, catnip (Nepeta cataria, a erva que provoca resposta comportamental em boa parte dos felinos) e matatabi (Actinidia polygama, planta de plantio restrito no Brasil pelo MAPA por risco fitossanitário, por isso importada) são produtos de recompra alta. O tutor que vê o gato reagir bem volta a comprar, e o pet shop aprende rápido que esses dois itens sustentam giro constante de prateleira, sem depender de sazonalidade forte.
Para o distribuidor, isso tem uma vantagem direta: é categoria que não compete por preço do jeito que alguns itens de commodity competem. O pet shop entende que procedência e qualidade de lote importam, porque o cliente dele percebe a diferença entre um catnip que funciona e um que já perdeu potência na prateleira. Isso dá ao distribuidor argumento de venda além do preço: procedência, laudo, validade da embalagem.
Para entender como estruturar essa linha dentro da carteira, vale ler como montar a linha de catnip e matatabi para a carteira de pet shops. Tem decisão de mix e de giro que muda conforme o perfil de cliente atendido.
O que exigir do fornecedor antes de entrar nessa categoria
Entrar forte em categoria felina sem fornecedor sólido por trás é pior do que não entrar. Catnip perde potência com exposição a calor e luz, matatabi mal selecionado chega com galho sem efeito nenhum no gato. Se o pet shop vende um lote fraco pro cliente, quem leva a culpa na cabeça dele é a marca, e o distribuidor que vendeu o lote fica queimado junto.
Antes de ampliar a linha felina, vale revisar o que o distribuidor precisa exigir do fabricante de catnip: laudo de lote, validade real da embalagem, consistência entre remessas. É isso que sustenta reposição sem dor de cabeça lá na ponta.
| Abordagem do distribuidor | Consequência na carteira |
|---|---|
| Gato como linha secundária, mix enxuto | Pet shop busca fornecedor com mix completo em outro lugar |
| Catnip/matatabi com procedência e laudo | Argumento de venda além de preço, fidelização do pet shop |
| Reposição lenta, sem previsibilidade | Prateleira do cliente final fica vazia, giro cai |
| Linha felina tratada como categoria própria | Venda cruzada, recompra alta, cliente fiel ao distribuidor |
Como transformar o crescimento do mercado felino em espaço de carteira
O caminho prático não é complicado: tratar a linha felina como categoria própria, com mix dedicado, não como resto de orçamento depois da linha canina. Isso significa ter catnip e matatabi com procedência rastreável, validade de prateleira real, e estar pronto pra explicar ao pet shop por que vale pagar por qualidade de lote em vez de preço mais baixo e giro incerto.
Também significa acompanhar o que está de fato crescendo dentro do comportamento do tutor de gato. Enriquecimento ambiental é uma das frentes mais fortes agora, e quem entende isso sai na frente ao montar o mix de 2026. Tem mais contexto em o que está crescendo de verdade no mercado gateiro em 2026.
O distribuidor que entende essa virada de comportamento sai na frente. Não porque descobriu algo exclusivo, mas porque parou de tratar gato como categoria menor numa hora em que o próprio mercado já decidiu o contrário.
Se você distribui para pet shops e quer estruturar ou ampliar a linha felina, fale com o comercial da Pura pelo WhatsApp e veja as condições de atacado para catnip e matatabi com procedência rastreável.
Conteúdo da Equipe Pura, produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela nossa responsável técnica antes de ir ao ar. Viu algo que não faz sentido ou quer sugerir um tema? Fale com a gente.
Perguntas frequentes
O mercado de gatos realmente cresce mais que o de cães no Brasil?
As pesquisas do setor pet, com base em dados do IBGE, vêm mostrando a população felina crescendo em ritmo mais acelerado que a canina nas últimas edições. Isso muda a proporção de demanda dentro do pet shop e, por consequência, dentro da carteira do distribuidor.
Vale a pena o distribuidor pequeno investir em linha felina?
Sim, porque catnip e matatabi são itens de recompra alta e ticket baixo de entrada, o que facilita testar o mix sem grande exposição de estoque. O ganho vem do giro recorrente, não de um item isolado.
Catnip e matatabi competem por preço com outros itens da linha felina?
Menos do que parece. Quando o pet shop e o tutor percebem diferença de potência entre lotes, procedência e laudo passam a pesar mais que o preço mais baixo da concorrência.
Fontes
- ABINPET – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação
- IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)
Conteúdo informativo. Catnip e matatabi são enriquecimento ambiental para gatos, não medicamento.


